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5 DISCOS #2 (05/18)

 

A série 5 DISCOS é uma forma de apresentar ao público alguns álbuns e compactos que foram considerados dignos de nota pela edição do Road To Cydonia.

Misturando estilos e sonoridades, a lista tem como intuito a difusão de tais trabalhos de forma econômica e direta, assim como incentivar a troca de informações sobre lançamentos que têm dado as caras no nos últimos tempos. Sem mais delongas, vamos à segunda edição:

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MNEMONIC SYNCRETISM (The Sorry Shop, 2013)

Segundo álbum do The Sorry Shop, Mnemonic Syncretism é um daqueles trabalhos que atrai e divide pela mistura de sensibilidade e barulheira intensa que promove. Mantendo os dois pés firmemente ancorados no Shoegaze, essa segunda investida do sexteto gaúcho surge como uma aula de contraposição entre instrumentais persistentemente acelerados e vocais introspectivos.



Munido de uma quantidade significativa de faixas potentes (a amplamente divulgada Star Rising, The Lesser Blessed, Sulfur e a frenética Rooftops of Any Town), MS é um disco que consegue a proeza de explorar amplamente um estilo sem jamais soar repetitivo. E isso é razão mais que suficiente para que seja escutado repetidas vezes.



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GEMA (Ema Stoned, 2014)

Lançado no final de 2013, Gema é um trabalho que automaticamente desperta curiosidade por dois elementos: Composições minimalistas e um som fluido e destituído de excessos. Com oito tracks que englobam pouco menos de 35 minutos (deixando-o numa linha tênue entre um EP e um álbum), esse primeiro registro em estúdio do trio paulistano Ema Stoned se apresenta como um exercício criativo que reforça o potencial revelado em suas demos anteriores.



Trazendo faixas (muitas que incluem vocais) que se mostram homogêneas na apresentação direta e potente (vide Stone Her, Estrábico e a tensa Nhandu), Gema é uma obra sintética e evocativa que não apenas faz jus ao próprio nome como ainda serve como um excelente cartão de visitas para essa banda que se torna cada vez mais interessante.



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SIMOOM EP (Travelling Wave, 2016)

Possivelmente o lançamento mais soturno do Travelling Wave, o compacto Simoom é, na falta de um termo melhor, uma pedrada. Parte sucessor espiritual do subestimado T-Wave, parte exercício estilístico, este registro revela o aperfeiçoamento da mistura de Shoegaze, Noise e Psicodelia promovida pelo quarteto paulista em quatro tracks que atraem pela mistura acertada de arranjos elaborados, clima dark e peso, resultando num trabalho que consegue soar robusto e imersivo em medidas equivalentes.



Munido de faixas longas que se revelam bem distintas entre si (vide o salto existente entre In a Dream, a perturbadora Lotus e Wind Way), mas homogeneamente eficientes ao imprimir a sonoridade da banda, o EP ainda traz espaço para um fechamento que flerta com o apoteótico (a ótima The Unseen). Recomendado para todos aqueles que desejam ouvir um som híbrido e viajante que se desenvolve com presença e sem a menor pressa.



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THE ROLL CALL (The Biggs, 2008)

The Roll Call é um dínamo irrefreável. Com doze faixas que formam 25 minutos de fúria e velocidade, esse disco ataca os ouvidos de forma implacável e apresenta uma demonstração impressionante de energia incontida e simplicidade. Desde a abertura (a nervosa Bullet Proof Jack) até o fechamento (a ainda mais nervosa Chickadee), o segundo disco do excelente trio paulista The Biggs bombardeia o ouvinte com uma sequência de composições que misturam punk, grunge e hard rock com consistência e constância admiráveis (vide Five Grams, I Know It e The Terrorist).



Curto, ridiculamente empolgante e constantemente explosivo, TRC é um álbum que não apenas retrata o que existe de mais visceral e energético no universo Riot Grrrl nacional como ainda faz jus à entrega sempre arrebatadora e profundamente honesta de seus autores, expressando com clareza todo seu engajamento e caráter catártico. Obrigatório para todos aqueles desejam ventilar ao som do equivalente musical duma bola de demolição.



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999 TO 666 TS STREET (FireFriend, 2011)

999 to 666 TS Street pode ser definido com dois adjetivos: Instigante e sublime. Trazendo o FireFriend em um de seus melhores momentos, esse disco pode facilmente ser visto como um dos trabalhos de rock mais densamente intrincados a serem lançados no país nos anos 2010, sendo quase uma demonstração vulgar de criatividade e musicalidade que, ora desafia o ouvinte, ora o faz imergir de forma quase hipnótica.



Beirando 50 minutos de duração que compreendem 10 faixas, o sexto disco do trio gaúcho mescla psicodelia, crueza e uma agressividade assombrosa para criar composições que combinam elegância com um senso inequívoco de ira de maneira fascinante (vide Blackbird, Dropouts, Higher Path e a estarrecedora The Cat). Dissonante e gratificante em doses equivalentes, 999 to 666 é uma obra obrigatória não apenas para todos os fãs de rock como também uma referência indiscutível para todos aqueles que desejam conhecer o que existe de melhor no . Thurston Moore ficaria orgulhoso.



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Guilherme Guio
Guilherme Guio
Publicitário, especialista em Comunicação Corporativa e Inteligência de Mercado, é o editor e redator principal do RTC. Atuando como consultor de Marketing Cultural na produtora cultural SERENA (da qual é sócio), resolveu dar vazão aos seus arroubos verborrágicos através deste projeto. Também é tabagista compulsivo, cinéfilo inveterado, adepto de audiófilo e dançarino amador vergonhoso nas horas vagas.

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