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Resenha: Brutown
(The Baggios, 2016)

 

Em seu terceiro disco, o duo sergipano THE BAGGIOS realiza seu trabalho mais ambicioso, elegante e complexo até então.


Dono de uma proposta fortemente calcada na mistura de Blues Rock com elementos de sonoridades caracteristicamente brasileiras, o The Baggios é um grupo digno de nota: munido apenas da potência de seu som e de uma autenticidade insuspeita, o duo sergipano tem trilhado o caminho das pedras do mercado independente e prosperado na conquista de público e renome, vindo a ser reconhecido recorrentemente como um dos melhores grupos nacionais de Rock a despontarem nos anos 2010. Agora, três anos após o lançamento de seu último registro (o magnífico Sina), o grupo retorna para enfrentar com segurança o desafio do “mítico” terceiro disco e se consolidar com seu trabalho mais eclético e ambicioso até então, o excelente Brutown.

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Tanto uma continuação espiritual de seu antecessor quanto uma expansão substancial do universo sonoro e simbólico de seus autores, Brutown impressiona pela versatilidade e pela energia absurda que permeiam seus 44 minutos de duração, os quais transcorrem com agilidade e consistência admiráveis.

 


 

Altamente reconhecido na temporada de premiações (incluindo uma merecida indicação ao Grammy Latino) e listas de melhores discos do ano, Brutown é um trabalho de dinamismo e ferocidade fascinantes que não apenas faz jus à substancial promessa deixada por seus antecessores como ainda eleva brutalmente o padrão para seus autores. E, se não há mais dúvidas em relação à solidez e à criatividade do duo sergipano, o único questionamento que resta é quanto tempo o The Baggios vai levar para atravessar categoricamente a barreira do mainstream e se tornar uma figura referencial no rock brasileiro. A julgar pela qualidade do que vimos em sua carreira, isto não está muito longe de acontecer. E que venha o quarto disco.

Guilherme Guio
Guilherme Guio
Publicitário, especialista em Comunicação Corporativa e Inteligência de Mercado, é o editor e redator principal do RTC. Atuando como consultor de Marketing Cultural na produtora cultural SERENA (da qual é sócio), resolveu dar vazão aos seus arroubos verborrágicos através deste projeto. Também é tabagista compulsivo, cinéfilo inveterado, adepto de audiófilo e dançarino amador vergonhoso nas horas vagas.

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