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5 BANDAS / ARTISTAS #6 (07/18)

 

A série 5 Bandas/Artistas é uma forma de apresentar ao público alguns grupos nacionais que foram considerados dignos de nota pela edição do Road To Cydonia.

Misturando estilos e sonoridades, a lista tem como intuito a difusão de tais grupos de forma econômica e direta, assim como incentivar a troca de informações sobre talentos que têm dado as caras no nos últimos tempos. Sem mais delongas, vamos à sexta edição:

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THE SORRY SHOP (RS)

Uma das bandas curiosamente intrigantes a cruzarem o radar do RTC, o sexteto gaúcho The Sorry Shop tem como maior força a habilidade de unir shoegaze e dream-pop numa roupagem crua e de fortes ares lo-fi que fascina tanto pelas texturas quanto pela riqueza que oferece.


Bombardeando o ouvinte com diferentes camadas em canções que oscilam entre o agressivo e o onírico, o grupo diz a que veio em sua discografia curta, mas marcante (o EP Thank You Come Again e os ótimos Bloody, Fuzzy, Cozy, Mnemonic Syncretism e Softspoken). Recomendado para todos aqueles que curtem uma boa salada mista sonora e o desafio de aproveitar um som que soa bem-feito e dissonante ao mesmo tempo.



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WRY (SP)

O Wry é um grupo difícil de escrever a respeito: dono de uma carreira admiravelmente duradoura (e que inclui incontáveis giros pelo circuito nacional e uma longa estadia na Inglaterra) e de uma relevância incontestável para a cena independente (especialmente na época onde a internet não era tão acessível), o quarteto sorocabano se revela impossível de descrever em apenas um parágrafo. Dito isso, o que podemos falar aqui é que o Wry é um grupo de indie noise e shoegaze que serviu de referência para inúmeras bandas subsequentes, tanto por conta de sua sonoridade coesa e extremamente elegante (que traz fortes ecos de My Bloody Valentine, The Cure e Joy Division) quanto por conta de seu extenso repertório (que conta com os antológicos Direct e Flames in the Head).


Encabeçado pela figura marcante de Mario Bross, o grupo tem se mostrado prolífico e revigorado após um longo hiato de quatro anos (vindo a lançar o ótimo Whales, Sharks and Dreams após o jejum), dando indícios de disposição para continuar sua história por mais duas décadas. E isso por si só já é razão mais que suficiente para garantir sua recomendação como uma indicação obrigatória.



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BADHONEYS (RS)

Se houvesse uma palavra que pudesse definir o trabalho do Badhoneys, essa seria “barulhento”. Não que isso seja algo ruim, muito pelo contrário. Ao se basear em influências variadas que vão desde Joy Division a Smashing Pumpkins e Cat Power, o trio porto-alegrense consegue o raro feito de evocar um inspirado senso melódico (e uma melancolia insuspeita) em meio a doses cavalares de distorção e ruídos.


Liderados por Giana Cognato, o grupo tem no currículo dois EPs (Restart to Fail Again e Harder) e um ótimo disco (Ghost) que registram uma sonoridade que não apenas surpreende pela crueza e potência emocional como ainda mostra todo o potencial do rock alternativo gaúcho. Fortemente recomendado para fãs de grunge e de brutalidades sonoras.



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LOOMER (RS)

Parte da incrível leva de grupos independentes surgidos em Porto Alegre nos anos 2000, o quarteto Loomer é um daqueles casos de som que você já provavelmente já ouviu em algum lugar e gostou, mas nunca teve a chance de conhecer direito. Iniciada em 2008, a banda imediatamente atrai com sua mescla suja e intensa de shoegaze, pós-punk e alternativo, registrada em dois EPs (Mind Drops e Coward Soul) e dois álbuns (o hipnótico You Wouldn’t Anyway e o retumbante Deserter).


Criticamente aclamado, consistente em meio a diferentes fases e formações e tendo ampla experiência no circuito nacional, o Loomer pode ser colocado ao lado do Lautmusik e do Sorry Shop como uma das bandas do gênero mais interessantes em atividade no país. E isso é razão mais que suficiente para valer uma escutada



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FIREFRIEND (SP)

Fundado em 2006, o trio paulistano FireFriend pode ser definido por um adjetivo: denso. Com composições repletas de texturas diferenciadas e influências de grupos alternativos dos anos 90, assim como ícones clássicos (Velvet Underground, para citar um exemplo), a banda teve sua carreira persistentemente marcada pela experimentação. Contando com sete discos (incluindo o fantástico 999 to 666 TS Street e os soturnos Witch Tales e Negative Sun) e vários EPs no currículo, o grupo exibe uma construção sonora de apuro raro, sempre ancorada nos vocais expressivos do casal Yury Hermuche e Julia Grassetti e no uso ostensivo de camadas de efeitos e harmonias lânguidas para criar imersão.

Levando o primeiro lugar da lista dessa edição, o FireFriend é uma banda brasileira que merece ser ouvida não apenas por sua qualidade, como também por representar com êxito o conceito do rock alternativo nacional. Obrigatório para todos os fãs de Sonic Youth e afins, assim como todos aqueles que desejam ouvir um som que vai além.



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Guilherme Guio
Guilherme Guio
Publicitário, especialista em Comunicação Corporativa e Inteligência de Mercado, é o editor e redator principal do RTC. Atuando como consultor de Marketing Cultural na produtora cultural SERENA (da qual é sócio), resolveu dar vazão aos seus arroubos verborrágicos através deste projeto. Também é tabagista compulsivo, cinéfilo inveterado, adepto de audiófilo e dançarino amador vergonhoso nas horas vagas.

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