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DICA RTC #12: Clipe DOCE AMOR (Rosa Chá, 2021)

 

Em seu clipe de estreia, o trio de dream pop Rosa Chá define as bases de sua estética sonora e visual com um trabalho despojado, estiloso e dotado de um charme bem particular na forma deste Doce Amor. (IMAGENS: Melina Furlan)



Recentemente citado nas páginas do Cydonia, o projeto de dream pop Rosa Chá surgiu a partir da reestruturação da banda PeladOS e da escolha de uma nova direção musical. Trocando o caráter explosivamente energético de sua formação anterior por uma sonoridade direta, leve e sensorial inspirada em nomes como Daft Punk, The Weeknd e Portugal the Man, o trio capixaba iniciou suas atividades com o lançamento do single Doce Amor, que agora ganha um estilizado clipe que serve tanto como um ótimo cartão de visitas para o universo simbólico de seus autores quanto uma declaração de proposta artística altamente ilustrativa.

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Dirigido pela inigualável Melina Furlan (a qual nos presenteou com a co-realização de nossa primeira RTC Session) e produzido pela Camaleão Filmes no Estúdio Ribas, este primeiro lançamento audiovisual é fundamentalmente uma representação gráfica do clima e da energia sonora e lírica da faixa produzida por Rodolfo Simor (e realizada no Bravo LAB.), empregando uma lógica estruturalista e um forte senso estético para imprimir uma sensação por meio de sua sintaxe em vez de estabelecer uma narrativa linear ou formular um discurso declaradamente óbvio, devidamente (re)apresentando o trio composto por Guilherme Sadala (Voz), Gabriel Raymundo (Baixo) e Vitor Rocha (Guitarra) no processo.



Apoiado primariamente numa linguagem visual de ares retrô que concilia composições de quadros altamente precisas, uso quase expressionista de cores, movimentos de câmera sutis e efeitos gráficos para causar o maior impacto o possível, o clipe emprega sua expressiva beleza plástica (categoricamente personificada na imagem da modelo Anna Carolina Simão) para traduzir a aura de sensualidade etérea que permeia a canção. O resultado final é um trabalho dinâmico e atraente que cumpre bem a tripla função de apresentar seus autores, comunicar o clima da faixa correlata de maneira correta e ainda causar alguma sensação no espectador.



Conciso, descontraído e cativante por conta de sua mistura de vivacidade, simplicidade e SWAG maroto, o clipe de Doce Amor é um trabalho que não apenas cumpre seus objetivos primários com competência e classe insuspeitas, como também serve de (necessário) contraponto aos trabalhos mais soturnos que têm surgido durante o presente contexto pandêmico. Resta saber o que seus autores farão a seguir, mas, até lá, vale a pena aguardar curtindo essa brisa no repeat.

Guilherme Guio
Guilherme Guio
Publicitário por formação, especialista em Comunicação Corporativa e Inteligência de Mercado, é o editor e redator principal do RTC. Atuando como consultor de Marketing Cultural, resolveu dar vazão aos seus arroubos verborrágicos através deste projeto. Também é tabagista compulsivo, cinéfilo inveterado, adepto de audiófilo e dançarino amador vergonhoso nas horas vagas.

2 Comentários

  1. Bruno disse:

    Que lindo! Vou assistir ao clipe. O review me deixou curioso. Abraço Guilherme!

  2. Gabriela disse:

    Amoooooo

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